Guia de Software e Serviços

Telefónica apresenta o primeiro protótipo de rede de acesso aberto e convergente que integra fixo, móvel, e permite a computação de borda

·         Este modelo combina as vantagens dos componentes de diferentes provedores em uma arquitetura de rede de acesso simples, escalável e flexível.

·         Facilita a introdução dos serviços de Computação de Borda que a Telefónica já está testando com vários clientes e parceiros de tecnologia na Espanha e, em breve, no Brasil.

Salvador, 26/02/2019 - A Telefónica apresentou, no MWC, o primeiro protótipo de uma rede de acesso aberto (Open Access) em um cenário de tripla convergência de fixo, móvel e computação de borda, para facilitar a incorporação de novos provedores de tecnologia de rede e a prestação de novos serviços. A Telefónica está avançando na desagregação e virtualização dos equipamentos da rede de acesso, tanto móvel (open radio node) como fixa (open OLT), e dos equipamentos nas instalações do cliente, que estão sendo projetados como uma caixa-branca com serviços integrados na nuvem.

Esse protótipo representa o modo como a Telefónica entende o futuro ecossistema de telecomunicações para implantação das redes 5G, as de fibra com tecnologia XGS-PON, e os equipamentos domésticos dos clientes, de maneira sustentável. Nessa estratégia também está incluída a visão da computação de borda multi-acesso no marco de seu programa global de virtualização de rede, o UNICA.

O protótipo é baseado na desagregação de hardware e software de equipamentos de rede, em servidores de uso geral e na abertura de interfaces. Tudo isso oferece total flexibilidade ao selecionar os componentes da rede, facilitando as alternativas de fornecimento e inovação, o que, por sua vez, permite futuras implementações mais eficientes do 5G. A abertura do nó de acesso via rádio possibilita a execução de implantações tradicionais (distribuídas) e em nuvem (centralizadas) e a incorporação de melhorias tecnológicas, com o mesmo equipamento, simplesmente atualizando o software dos nós de rádio.

Em relação à rede de acesso fixo, essa abertura permite que novos recursos sejam oferecidos ao cliente. Por exemplo, é possível autoprovisionar o acesso à fibra e autogerenciar a capacidade da rede de acordo com a largura de banda necessária em cada momento. Além disso, toda essa inovação representa um passo importante no contexto da convergência fixo-móvel, uma vez que permite o controle e o gerenciamento conjunto das redes de acesso e habilita a incorporação da tecnologia de computação de borda de forma integrada na infraestrutura.

O Open Access também chega à casa do cliente com um novo roteador, o primeiro a integrar o Wi-Fi 6, que melhora a cobertura e atinge velocidades de 10 Gbps.

Juan Carlos García, diretor de Tecnologia e Arquitetura de Rede da Telefónica, destacou: “Nosso projeto Open Access representa um passo revolucionário no contexto de soluções baseadas em software aberto, que abrirá novas alternativas para a implantação de rede e novas oportunidades de negócios. Tenho certeza de que nos ajudará a enfrentar o desafio de implantar redes mais densas e dar suporte a soluções eficientes cada vez mais específicas. Operadoras e fabricantes trabalharam em conjunto para tornar isso possível”.

Uma arquitetura aberta que facilita novos serviços na borda

Essa nova arquitetura de rede de acesso aberta e distribuída permite não apenas melhorar o desempenho dos serviços atuais, mas também introduzir novos aplicativos que se beneficiarão da Computação de Borda. Comparada com os sistemas tradicionais de armazenamento e computação em nuvem ou servidores tradicionais, o Edge Computing oferece o melhor dos dois mundos e permite executar esses recursos na borda da rede, ou seja, em seções de rede mais próximas aos dispositivos que geram os dados, como uma central telefônica.

Essencial para o desenvolvimento da Internet das coisas, a Computação de Borda fornece, em tempo real, a largura de banda e a baixa latência (entre 3 e 5 milissegundos) necessárias a muitos serviços e aplicativos, como vídeos 8K, realidade virtual e aumentada, jogos de vídeo por streaming, internet táctil, a robótica ou veículos autônomos.

A Telefónica está especialmente bem posicionada para aproveitar o potencial oferecido por essa nova tecnologia, apoiando-se na capilaridade de sua extensa rede e na proximidade entre suas centrais e o usuário final. Essa ampla capilaridade ajudará a resolver um dos grandes desafios da Internet, que é aproximar os serviços do extremo da rede, algo ainda mais necessário com o aumento exponencial do consumo de conteúdo.

“Desenvolvemos uma infraestrutura de rede aberta que nos permite experimentar a Computação de Borda e validar a tecnologia”, destacou David del Val, diretor do Núcleo de Inovação da Telefónica. “Estamos realizando pilotos com clientes e parceiros de tecnologia e identificamos uns vinte serviços e casos de uso internos e externos que servirão para avaliarmos o interesse dos clientes, bem como a oportunidade de negócios de cada um deles.”

A implantação do Edge Computing com acesso aberto e virtualização de suas redes permitirá à Telefónica oferecer novas experiências aos clientes, pela possibilidade de programar a conectividade e gerenciar determinados dispositivos, serviços, locais ou necessidades específicas de conectividade em diferentes sectores, de um modo diferenciado. Ao mesmo tempo, dependerá de uma eficiência interna significativa, tanto na prestação de determinados serviços de comunicação já existentes como em termos de redução de custos com a rede e com sua gestão de tráfego.

O firme compromisso da Telefónica com Computação de Borda no MWC

A Telefónica já está executando pilotos de Computação de Borda com clientes e parceiros de tecnologia na Espanha e, em breve, no Brasil. No MWC, a companhia exibe algumas dessas soluções e casos de uso, como a capacidade de programar e gerenciar a conectividade segundo as necessidades de cada usuário, ou o potencial de armazenamento na borda, que permite fazer upload de documentos dez vezes mais rápido do que na nuvem atualmente. Também exibe os recursos que essa tecnologia oferece ao carro conectado 5G e às soluções do setor, como uma que combina o Edge e o 5G e torna possível fazer transmissões de TV remotamente sem ter que mover uma unidade móvel para um evento.

Outra demonstração ressalta o posicionamento sobre privacidade adotado pela Telefónica e o grande potencial oferecido pela Computação de Borda para o desenvolvimento da inteligência artificial. Trata-se de uma solução de reconhecimento facial compatível com o novo Regulamento Geral Europeu de Proteção de Dados (GDPR), que decide instantaneamente se o rosto reconhecido pode ser revelado ou não, de acordo com o consentimento dado pelo usuário.

Todas essas demonstrações podem ser vistas no estande da Telefónica (3K 31) no Hall 3 do MWC, em Barcelona, de 25 a 28 de fevereiro.

O white paper “Open Access Telefónica e Computação de Borda” está disponível para download neste link.

mais recentes · mais antigos

® 2007-2011 TIBAHIA.COM - O portal de tecnologia da Bahia. Todos os Direitos Reservados.