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Falta pouco para a Netflix dos bancos

Por Rafael Pereira, CEO da Rebel, plataforma online de empréstimos pessoais

As agências bancárias cada vez mais perdem espaço para soluções tecnológicas como o caixa eletrônico, o internet banking e principalmente os apps para smartphones. Já o surgimento e avanço das fintechs nos últimos anos revelaram um admirável mundo novo para milhões de brasileiros. Os bancos brasileiros evoluíram ao longo do tempo, mas essas transformações devem se acelerar - e bastante - nos próximos anos.

Entretanto, há muito ainda a ser aprimorado no sistema bancário. A relação dos brasileiros com os bancos é hoje extremamente ineficiente, burocrática e custosa, de forma que praticamente obriga o consumidor a concentrar sua vida financeira em uma única instituição. É um processo irreversível que já tem até nome: open banking. A promessa é reunir em um único ambiente todos os dados financeiros do cliente.

Afinal, as informações são suas, não do banco. A Netflix, por exemplo, revolucionou o mercado de entretenimento doméstico dando mais poder ao espectador, que pode hoje escolher o quê, quando e como quer assistir suas séries e filmes favoritos. Com o open banking, você poderá acessar a sua conta e realizar movimentações financeiras sem estar necessariamente conectado à rede de um banco específico.

O controle será centralizado pelo usuário, ou seja, em um local você poderá acessar e movimentar seus investimentos, cartões de crédito e contas correntes. Seria como ter uma espécie de assinatura digital financeira. Mas quando isso vai acontecer? Na Europa, que passa por um processo de regulamentação e implementação do open banking, as instituições foram obrigados a liberar os dados dos seu clientes, quando solicitados.

Por aqui, a discussão está no início. O Brasil hoje tem um mercado financeiro dominado por poucos players, cerca de cinco grandes bancos. É importante - e até necessário - mudar esse cenário com novas instituições, como as fintechs. E o Banco Central já deu sinais de que vê com bons olhos as inovações no segmento financeiro, sem abrir mão é claro da solidez e eficiência do Sistema Financeiro Nacional.

Cada vez mais presenciamos como a tecnologia vem impactando e mudando o comportamento das pessoas. E o open banking tem potencial para gerar justamente um grande impacto na oferta de novos serviços financeiros e sobre a concorrência e competitividade, com a redução de custos, juros e tarifas para o consumidor, bem como uma maior oferta de produtos, serviços e soluções bancárias.

Sobre o autorRafael Pereira é Co-fundador e CEO da REBEL, fintech que oferece produtos de crédito online, e presidente da ABCD (Associação Brasileira de Crédito Digital). Possui formação em Engenharia Eletrônica e de Produção pela PUC-RJ e MBA pela Columbia Business School.

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