Entrevista

O futuro das redes e sistemas de monitoramento, segundo a AirLive

Taipei, Taiwan, janeiro de 2012 – Em entrevista, o Dr. Albert Yeh, vice-presidente da Divisão de Produtos da AirLive, discute os cenários e desafios propostos para as novas formas de vigilância e vídeo monitoramento.

- Ao retornar para suas casas, as pessoas já não precisam apertar o botão do elevador, pois o mesmo sistema de câmeras IP reconhece automaticamente. Será assim nosso futuro?

Atualmente, o monitoramento IP concentra-se na gravação e registro das imagens, mas no futuro o uso de câmeras vai ter mais funcionalidades. Em breve, se tornarão soluções mais inteligentes, que analisam as imagens e sons. Tornando perfeitamente possível identificar uma pessoa e com todas as capacidades para programar a ação mais apropriada.

Por exemplo, especificar uma área de vigilância particular em um ambiente de trabalho ou, na residência, indicando que o elevador pare em um andar específico ou dar boas vindas em algum departamento, acendendo as luzes e os aparelhos eletrônicos, como TV, a cafeteira ou o chuveiro. Já vimos que vários clientes consideram a câmera uma ferramenta com capacidades para serem exploradas, usando o software certo. Além da capacidade técnica, resolução e análise de imagem, que estão cada vez mais importantes.

- Qual o limite entre o uso da tecnologia de vigilância IP em nosso beneficio e a segurança do direito a privacidade?

A resposta aos possíveis abusos do uso da tecnologia de vigilância por vídeo IP é utilizar os sistemas de proteção adequados, por exemplo, criptografia de fluxos de dados, que não podem ser interceptados e usados para outros fins.

Isso depende em grande parte de ações legislativas e da existência de projetos de monitoramento urbano para a informação de violações, por exemplo, veículos que circulam na contra mão ou que estacionam em locais proibidos.

A tecnologia gera muitas oportunidades para usar, mas o uso da tecnologia depende das pessoas. Sistemas de monitoramento serão robôs autônomos que não apenas observam, mas também reagem aos eventos que ocorrerem.

- Qual é o cenário atual? Como é possível detectar que o uso da tecnologia IP é mais popular?

Hoje estamos presenciando grandes mudanças. Estamos entrando na era pós-PC, com novos dispositivos, como smartphones. A AirLive trabalha no projeto de câmeras destinadas a diferentes tipos de dispositivos móveis para acesso fácil aos dados de qualquer lugar do mundo.

Além disso, vamos aumentar as capacidades do nosso software, com mais análise das imagens. Por exemplo, você pode monitorar e saber o número de clientes presentes em um negócio ou o volume de veículos na estrada, será possível até atribuir ações como o envio de um e-mail ou mensagem de texto, se ocorrer algum evento programado. Na verdade, nosso objetivo é fornecer soluções que sejam úteis para os nossos usuários.

- Quem são os mais interessados ​​em sistemas de vigilância IP?

Atualmente, os principais beneficiários são os integradores que servem as instituições de ensino e empresas, instalando sistemas de monitoramento para garantir a segurança de alunos ou funcionários.

Os sistemas de vigilância também são necessários em projetos para agências governamentais como a vigilância urbana para acelerar a intervenção da polícia na prevenção do crime. Há também um aumento nas vendas a consumidores individuais procurando alternativas simples para proteger suas casas. Para cada uma destas aplicações temos soluções e acessórios.

-Você disse que estamos entrando na era “Pós-PC” e aguarda um mundo com dezenas de bilhões de dispositivos conectados à Internet. Isso significa que haverá um aumento na demanda por equipamentos de rede?

Há muitos fenômenos que estão mudando o futuro da Internet na era Pós-PC. Há um aumento dramático no número de smartphones, que se traduz em uma alta demanda por banda longa nas redes móveis. Redes 3G não são capazes de fornecer fluxo de dados apropriado. Nos EUA, grandes empresas estão se afastando do modelo de oferecer acesso ilimitado à rede, esta modalidade de entrega tem-se revelado muito complicada para infraestrutura.

No entanto, a demanda por banda larga vai continuar a aumentar, também devido à popularização gradual dos serviços na nuvem. É necessário pensar em soluções para aliviar as redes LTE, por exemplo, redirecionando o tráfego para hot spots Wi-Fi. A banda larga da LTE não é por si só suficiente para atender às necessidades do mercado. A AirLive está trabalhando em soluções para essas redes, com um novo padrão Wi-Fi capaz de fornecer dados em gigabits por segundo. Por exemplo, vamos oferecer bridges especiais que conectam os recursos locais disponíveis na nuvem, minimizando a necessidade de recorrer a redes externas de acesso aos dados que estão armazenados lá. Na prática são routers com armazenamento integrado.

- Quais os dispositivos novos que estão desenvolvendo?

O uso de Wi-Fi está crescendo a cada segundo. Trabalhamos em miniaturização para oferecer o menor roteador Wi-Fi do mundo, mais fácil de transportar e usar, por exemplo, no hotel, onde geralmente há apenas uma conexão com fio. A rede sem fio irá usar dispositivos mais e mais, não apenas um computador tradicional e smartphones.

Além das soluções padrão para a rede, nós também temos uma linha interessante de acessórios sem fio, por exemplo, como nosso transmissor Wireless que permite aos usuários fazer upload de imagens para um projetor, com quatro computadores independentes, sem a necessidade de usar cabos.

Sobre a AirLive®

AirLive®, powered by Taiwan OvisLink Corp. (www.airlive.com) é um provedor de soluções wireless, IP, segurança, sistemas de comunicação e soluções avançadas para redes residenciais, SOHO e PME. "Networking com alta performance, mas simples" é a filosofia por trás da nossa linha de produtos. Para obter mais informações sobre os produtos da AirLive®, contate o seu revendedor ou visite os nossos websites: http://blog.airlivebr.com ou http://br.airlive.com

mais recentes · mais antigos

® 2007-2011 TIBAHIA.COM - O portal de tecnologia da Bahia. Todos os Direitos Reservados.