Entrevista

Roger Dantas Barros - Diretor da Chip & Cia

A Chip & Cia é uma das mais maiores e mais importantes empresas do mercado de TI sergipano. Hoje a empresa atua em todos os estados do Nordeste e tem grandes projetos na Bahia. Nessa entrevista exclusiva para o TIBahia.com, conversamos com Roger Dantas - CEO da Chip & Cia.

1.       Quais as perspectivas para a área de TI nas regiões Norte e Nordeste com a proximidade da Copa do Mundo e das Olimpíadas no Brasil?
As perspectivas com a realização desses dois eventos mundiais são muito boas para o setor de TI. Temos pela frente o grande desafio de inovar e criar novas soluções que possam gerar bons negócios principalmente nas áreas de Cloud Computing e Mobilidade.
 

2.       Em Sergipe, especificamente, como era o mercado de TI há 10 anos e como estará nos próximos 10?
Fazendo uma radiografia de como era o mercado há alguns anos temos a clareza de que a evolução tecnológica e a importância de termos informações em tempo real fez com que o mercado sofresse uma forte transformação nestes últimos 10 anos. As revendas que tinham como maior rentabilidade a venda de produtos e acessórios tiveram que rapidamente criar valor para seu cliente pois a competitividade aumentou  e as margens caíram. Desta forma, quem não se adaptou à nova realidade de mercado está com dificuldades para continuar sobrevivendo já que os grandes players estão num processo constante de fusões e aquisições.
 

3.       Apesar das oportunidades latentes o mercado de TI enfrenta alguns desafios como a questão tributária e a escassez de profissionais qualificados. Como solucionar esses problemas?
Esta guerra fiscal entre os estados brasileiros vem gerando uma verdadeira distorção entre as diversas regiões do país. Além disso, há cada vez mais por parte do governo novas medidas que só contribuem para gerar mais custos dentro das empresas e dificultar o gerenciamento contábil dos empresários. Esperamos que o Congresso Nacional dê prioridade à reforma tributária que já vem se arrastando há alguns anos pois desta forma que está nossa competitividade irá diminuir cada vez mais e o nosso país atrairá menos investimentos. Com relação à escassez de mão-de-obra qualificada já estamos com um gap enorme de profissionais especializados e a tendência é piorar. Para minimizar este impacto criamos um programa  em parceria com a Universidade Estácio denominado CHIP UNIVERSITY onde os alunos do curso de redes de computadores têm a oportunidade de estagiar em nossa empresa além de permitir que os nossos colaboradores possam fazer os diversos cursos oferecidos com uma condição especial através deste convênio.
 

4.       E para os profissionais, quais os desafios que eles têm que enfrentar para ingressar e se manter nesse mercado com respostas positivas para a carreira?
O mercado está carente de profissionais qualificados e que com vontade de aprender cada vez mais. Não adianta ser mediano em vários assuntos, mas ser o melhor naquilo que faz. Para isso é necessário investir em treinamentos na área de atuação para depois buscar as certificações que o mercado está exigindo para contratação (PMP, ITIL, COBIT, Virtualização, Segurança). Desta forma o profissional estará se diferenciando dos demais e com reais chances de alcançar sucesso na carreira.
 

5.       O avanço da tecnologia e das redes sociais estabeleceu uma nova maneira de comunicação que acaba refletindo também em mudanças no perfil de muitos profissionais. Na área de TI não é diferente. Como você avalia essas mudanças?
As redes sociais estão mudando o jeito das pessoas se comunicarem e expressarem seus sentimentos de forma rápida e com efeitos diversos sobre um  tema abordado. Quando se trata do uso desta ferramenta no meio corporativo deve-se ter um cuidado maior já que a imagem da empresa pode ser afetada por simples interpretação de texto ou conteúdo inadequado. Mas é algo que veio para ficar e temos que utilizar da melhor maneira possível a fim de atingirmos os objetivos esperados de uma forma criativa e que atraia o máximo de seguidores possível.
 

6.       Falando da Chip & Cia, como é gerenciar uma empresa genuinamente sergipana, mas que tem negócios em diversos outros Estados, inclusive com muitos cases de sucesso? Como tem sido essa expansão e de que maneira as novas ferramentas de comunicação podem ajudar no processo de crescimento da empresa?
A CHIP & CIA completou 19 anos de existência no mercado de TI. Passamos por diversas fases e momentos que nos deram a maturidade necessária para construirmos algo sólido e consistente. A única certeza que temos em nosso negócio é a constante mudança e, para isso, tivemos que reinventar a empresa várias vezes durantes todos estes anos. Só partimos para a expansão em outros estados quando consolidamos nossa estrutura interna para poder suportar este crescimento e mantendo a satisfação dos nossos clientes. Hoje atuamos em toda a região Norte e Nordeste com pontos presenciais na Bahia, Sergipe, Alagoas e Ceará. Deste trabalho surgiram vários casos de sucesso a exemplo de alguns mais recentes como Hospital Aliança-BA, Tribunal de Contas de Sergipe, SEGESP-AL, Ypióca-CE e TRE-PA. Foram projetos de alta complexidade onde a qualificação dos profissionais que realizaram todo desenho, implementação e suporte foi decisiva para a qualidade dos serviços entregues. E para termos uma aproximação maior com nossos clientes criamos a área de comunicação e marketing que tem como principal objetivo manter todas as informações atualizadas utilizando os diversos meios da mídia para avançarmos ainda mais nestes mercados que atuamos. Daí surgiu o CHIP NEWS, uma publicação quinzenal com um conteúdo diferenciado para o nosso público alvo (www.chipcia.com.br/chipcia_v2/interna.wsp?tmp_page=chipnews ) .

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