Negócios

Stefanini atinge faturamento de R$ 2,8 bilhões e tem meta agressiva de crescimento

Salvador, 05/12/2017 - A Stefanini, uma das mais importantes provedoras globais de soluções de negócios baseadas em tecnologia, encerra o ano com um crescimento global de 7,5% em relação ao ano passando, atingindo um faturamento de R$ 2,8 bilhões. A região que mais cresceu foi Latam (países de língua espanhola), com índice de 30%, seguida da Europa, Brasil e Estados Unidos.

Embora a economia dê sinais de retomada, o mercado de TI enfrenta dois grandes desafios no Brasil: superar a crise e concretizar o projeto de transformação digital. Segundo o fundador e CEO global da Stefanini, Marco Stefanini, as empresas tradicionais estão sendo afetadas diretamente pela 4ª Revolução Industrial. “Companhias como a nossa precisam consolidar um novo modelo baseado no ecossistema de inovação para continuar se destacando globalmente. “Os próximos dois anos serão decisivos para a transformação digital das corporações. A Stefanini está investindo fortemente em ofertas que poderão auxiliar os nossos clientes nesta transição”, afirma o CEO.

Para que a empresa cumpra a sua meta de crescimento agressivo nos próximos cinco anos, a Stefanini prevê novas aquisições no Brasil e no exterior. “Continuamos monitorando oportunidades que possam complementar o nosso portfólio e, consequentemente, o nosso ecossistema de inovação”, ressalta Marco Stefanini.

Atualmente, a multinacional brasileira trabalha com o modelo dual, que contempla, por um lado, soluções mais tradicionais como BPO, Service Desk e Field Service e, por outros, ferramentas modernas de automação, mobilidade, campanhas personalizadas de marketing, Indústria 4.0 e inteligência artificial.

Inteligência Cognitiva para a Caixa

Umas soluções do universo digital que têm tido uma boa repercussão no Brasil e no exterior é a plataforma de inteligência cognitiva, batizada de Sophie. A ferramenta, que está em sua versão 2.2, é formada por um conjunto de softwares, sistemas e processos que permitem melhorar o desempenho das empresas ou sistemas que interagem com o consumidor ou usuário, por meio de texto e voz.

O mais recente projeto envolvendo a Sophie acabou de ser implementado pela Caixa Econômica Federal, cuja assistente virtual foi batizada de Aixa. Mais de 150 mil funcionários e prestadores de serviços serão beneficiados e poderão, via portal de autoatendimento da Caixa ou Skype for Business, realizar aberturas de chamados, consultas e centenas de outras transações.  Com a solução da Stefanini, as interações passam a seguir fluxos de conversas simples e naturais, permitindo a busca de informações de maneira dinâmica nos sistemas da Caixa, além de facilitar a abertura de tickets de atendimento (ITSM).

“Com alto nível de complexidade e integração, podemos considerar este o maior projeto de atendimento cognitivo já realizado no Brasil”, diz Alexandre Winetzki, diretor de P&D da Stefanini. Segundo o executivo, nenhum sistema no Brasil alcançou um grau tão alto de compreensão de contexto e assertividade. 

A plataforma Sophie 2.2 conta com novos recursos:

•  Plataforma responde em 40 idiomas, sem necessidade de configuração adicional;

•  Novo barramento de integrações;

•  Dashboards e sistemas de controle e gestão de atendimento;

•  Busca em bases de conhecimento externas à plataforma, com rankings baseados em busca semântica;

•  Melhorias no núcleo cognitivo com implementação de algoritmos genéticos e common knowledge networks (abordagens técnicas únicas no mundo).

Alguns números demonstram o potencial da plataforma:

•  Automação média de 31% dos processos dos clientes que já implementaram a solução;

•  Índice de satisfação de usuários, medida em tempo real, continuamente acima de 85%;

•  Mais de 2500 processos mapeados;

•  Atendimento em seguimentos tão distintos como Bancos, Seguradoras, Telecom, Indústria e Saúde;

•  Mais de 1.2 milhões de tickets de atendimento serão processados por Sophie ao final de 2017, contra 80 mil processados em 2016.

Ranking das mais internacionalizadas

Pelo 3º ano consecutivo, a Stefanini aparece como a 5ª empresa brasileira mais internacionalizada no RankingFDC das Multinacionais Brasileiras, divulgado pela Fundação Dom Cabral. Em 2017, a empresa se mantém na liderança em número de países onde possui subsidiárias e em terceiro lugar em índice de ativos. No quesito receita, a multinacional ocupa a décima posição no ranking geral.

De acordo com Ailtom Nascimento, vice-presidente da Stefanini, a internacionalização é um dos principais pilares de crescimento da companhia. “A transformação digital está acontecendo na cadeia logística do mundo inteiro. A automação tornará o setor industrial mais competitivo, contribuindo também para o desenvolvimento econômico”, destaca Nascimento.

Revolução Ágil Stefanini

A multinacional está investindo no modelo Ágil para auxiliar seus clientes a disseminar a cultura de desenvolvimento e gestão em seus projetos. Batizado de Revolução Ágil Stefanini, o modelo é normalmente aplicado quando não há tempo para definir – em detalhes - boa parte dos requisitos do projeto, antes do desenvolvimento e entrega parcial. A ideia é começar o trabalho antes de finalizar o plano, realizando eventuais mudanças ou adaptações ao longo do caminho, com entregas e feedbacks regulares. 

Para a Stefanini, quem estabelece a ordem de prioridade para cada etapa é sempre o cliente, apoiado pelo time técnico da empresa. “Nosso principal objetivo é reduzir o tempo do lançamento do produto/serviço no mercado. A Stefanini conta com mais de 10.000 desenvolvedores espalhados em 40 países, altamente capacitados e preparados para prestar um serviço de qualidade voltado a desenvolvimento de sistemas utilizando modelos ágeis”, enfatiza Monica Herrero, CEO da Stefanini Brasil.

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