Educação

Estudantes estrangeiros buscam instituições brasileiras para o desenvolvimento de pesquisas sobre nanotecnologias

Salvador, 29/07/2019 - A busca de estudantes brasileiros por experiências de intercâmbio internacionais, já é um cenário conhecido. Porém, o que muitos ainda não sabem é que existe um movimento contrário. Estudantes e pesquisadores estrangeiros também buscam por instituições brasileiras para o desenvolvimento dos seus projetos. O mais interessante é que tal busca engloba, além de instituições de ensino, centros de pesquisas privados. Cenário que reforça o potencial do Brasil e desperta os olhares de países como Inglaterra, Itália e Suíça para nossas universidades e centros de pesquisas. Localizado em Belo Horizonte, capital do estado de Minas Gerais, o CSEM Brasil, Centro de Pesquisa e Desenvolvimento de Inovação e Tecnologia é um bom exemplo deste movimento. O Centro de Pesquisas possui parcerias e recebe estudantes de instituições como MIT, Universidade de Tor Vergata, Imperial College de Londres e Eidgenössische Technische Hochschule Zürich (ETHZ) – Instituto Federal de Tecnologia de Zurique. Jovens que encontraram no trabalho do CSEM Brasil o pioneirismo no desenvolvimento de nanotecnologias.

Segundo Dr. Diego Bagnis, gerente de Pesquisa e Desenvolvimento do CSEM Brasil, para este intercâmbio é celebrado um termo de cooperação entre as instituições (CSEM e Universidades), o qual define as obrigações de cada parte em relação ao estudante. “Cada instituição estrangeira tem uma política própria e tentamos nos ajustar como possível. Esta troca de experiências e conhecimentos é extremamente enriquecedora não somente para os estudantes, mas para toda a equipe de profissionais do CSEM e, indo mais além, para o mercado brasileiro”, completa Bagnis.

Aos 27 anos Joel Luke, integra a lista de estudantes estrangeiros que passaram por uma experiência no CSEM Brasil. O aluno do Imperial College de Londres, chegou ao Centro de Pesquisa em março deste ano, para completar sua tese de doutorado. O foco das suas pesquisas era no estudo básico do OPV (células fotovoltaicas orgânicas que permitem a geração de energia por meio da captação de luz solar) para aplicação em ambientes de baixa luminosidade ou fechados, o que denominam nova geração indoor. A temporada no Brasil contribuiu para a evolução do seu projeto. “Eu estava investigando a aplicabilidade do OPV para ambientes de pouca luz com o objetivo de otimizar e desenvolver regras de design para essas condições. A estrutura do laboratório e a integração com a equipe foram muito importantes para o desenvolvimento do meu projeto. Foi muito mais fácil produzir os dispositivos no CSEM Brasil do que na minha própria universidade, justamente devido a estrutura dos laboratórios. A perspectiva industrial fornecida pelo Diego Bagnis e, por sua equipe, também foi inestimável. A empresa tem uma atmosfera descontraída e amigável, o que a torna um local agradável para se trabalhar”, declara Joel.

Este intercâmbio de conhecimento para a inovação permite ainda importantes descobertas, exemplo disto é a experiência de 5 meses, vivida por Sérgio Alexis Castro, 30, PHD em Engenharia Eletrônica pela Universidade de Tor Vergata, em Roma. O estudante chegou ao CSEM Brasil em setembro de 2018, para desenvolver um projeto de formulações de Peroviskita para aplicação em células fotovoltaicas. Castro descobriu, junto à equipe do CSEM Brasil, uma nova técnica para aplicação dos materiais baseados em Peroviskita para células fotovoltaicas. O que permite a produção, em larga escala, de módulos solares impressos que captam a energia solar e a transformam em “energia elétrica limpa”. Entre os benefícios da aplicação desta tecnologia pode-se citar a redução dos impactos que a produção de energia elétrica por sistemas já conhecidos como hidrelétricas causam no meio ambiente, entre outros. “A experiência no CSEM Brasil me apresentou um novo cenário, colaborou muito para a evolução das minhas pesquisas e, para a minha carreira. A troca de conhecimento com todos os profissionais foi determinante para o projeto. Nossa descoberta contribuirá muito para esta nova forma de geração de energia, além de apresentar novos horizontes para empresas dos diversos setores. Estou de volta ao CSEM Brasil, agora para integrar a equipe como funcionário do centro de pesquisas. Uma nova etapa se inicia e sei que essa experiência será ainda mais desafiadora e enriquecedora”, conclui Castro.

Saiba mais sobre o CSEM Brasil

Com base na experiência do Centro Suíço de Eletrônica e Microtecnologia (CSEM SA), que já na década de 80 apostava em inovação para o desenvolvimento do país, a FIR Capital trouxe o modelo para o Brasil. Assim, no ano de 2006, nascia o CSEM Brasil, com o apoio do Centro Suíço e do Governo de Minas, através da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (FAPEMIG). O CSEM Brasil investe na ciência aplicada em projetos de pesquisa e desenvolvimento, criando soluções originais com foco no mercado e nos desafios enfrentados pelas empresas. O Centro de Pesquisa também realiza trocas tecnológicas com o CSEM Suíça. Além disso, promove a ligação entre ciência, tecnologia, mercado e indústria, com a formação de novas empresas e nichos de atuação, estimulando toda a cadeia de valor. Ao fomentar a inovação tecnológica, o CSEM Brasil contribui para setores estratégicos da economia e aumenta a competitividade do país em escala global, buscando sustentabilidade econômica e desenvolvimento social.

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