Educação

Estudantes baianos criam aparelho para que pessoas portadoras de "ELA" possam se comunicar

Protótipo desenvolvido pelos alunos será mais acessível em termos de custo-benefício em comparação aos que existem no mercado atualmente

Salvador, 19/08/2019 - Um grupo de estudantes do Instituto Federal Baiano de Valença (IF Baiano) busca melhorar a qualidade de vida de pacientes que sofrem com uma doença rara e que não tem cura, a Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA). Através do trabalho de pesquisa de alunos do ensino médio e técnico em agroecologia e agropecuária, foi desenvolvido um aparelho chamado ACAPELA, que permite ao indivíduo portador da doença se comunicar ou exercer atividades como utilizar um computador.

Atualmente, ainda não há um tratamento eficaz capaz de reverter o diagnóstico, mas os jovens cientistas se esforçam para tornar a vida dessas pessoas mais confortável, ao facilitar a capacidade de se comunicar, uma característica inerente ao ser humano e que passa a ser mais difícil com a evolução da doença. Para isso, o ACAPELA foi desenvolvido levando em consideração que a ELA não afeta a parte sensorial e cognitiva do indivíduo.

Segundo Leandro Teixeira, que além de professor de matemática, também foi um dos orientadores do projeto, o aparelho não precisa estar conectado a um computador. “Queremos ajudar a melhorar a qualidade de vida e dar mais autonomia a pessoas com Esclerose Lateral Amiotrófica", explicou.

Já o professor de informática Gustavo Sabry, que trabalhou em conjunto na orientação do protótipo, acredita que o ACAPELA se destaca pelo custo-benefício. “Produtos como este possuem valor elevado no mercado. Talvez por se tratar de uma doença rara, não há muita demanda e, por isso, faltam investimentos”, ressaltou. O professor ainda destaca que o ACAPELA pode ser utilizado por portadores de outras doenças que causam dificuldade na comunicação, semelhante à ELA.

Em 10 de junho de 2019, os pesquisadores foram homenageados pela Câmara Municipal de Valença, após terem sido selecionados entre um dos nove projetos escolhidos na Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace) para representar o Brasil no Intel International Science and Engineering Fair (Intel ISEF) que aconteceu em maio deste ano e levou os alunos aos Estados Unidos. O grupo, composto por Saulo Curty, Evandro Júnior e Hillary Santos, já deu entrada no processo de patente para que possa ser comercializado o mais rápido possível e, assim, consagrar mais uma produção científica inovadora que surgiu na Bahia.

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