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Empresas baianas recebem R$ 8 milhões da Fapesb

Fapesb investe R$ 8 milhões para pesquisas inovadoras em pequenas e microempresas.

 

Salvador I 15 de dezembro de 2009 - A microempresa baiana Ferrarini Informática Ltda. foi a única ibero-americana entre três mil concorrentes do mundo inteiro a vencer a primeira edição do concurso Top 20 da Google. O objetivo do prêmio foi estimular a pesquisa e o desenvolvimento de aplicativos para a plataforma Android, criada pela Google, que permite processamento de dados através de notebooks, celulares, palmtops e outros aparelhos móveis adaptados à tecnologia que vem sendo difundida pelos profissionais de informática como “nas nuvens”, numa referência à facilidade de comunicação.

 

Esta e outras 23 microempresas baianas assinaram (dia 14) contratos com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb), vinculada à Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), através dos programas PAPPE Subvenção Econômica e Pesquisador na Empresa-RHAE, no valor total de R$ 8 milhões. Pelos próximos 18 meses, esses empreendedores pesquisarão inovações visando aperfeiçoar e criar produtos e serviços que melhorem a qualidade de vida da população. Foram contemplados com recursos não-reembolsáveis projetos nas áreas de tecnologia da informação e comunicação (TIC), ciência da computação, química, odontologia, piscicultura, agronegócios e engenharias (elétrica, mecânica, de alimentos e de materiais).

 

“O desafio é grande de materializar essas pesquisas científicas em benefícios para a população. Espero que seus projetos contribuam para reduzir a dívida social que temos em nosso estado”, salientou o diretor-geral da Fapesb, Roberto Paulo Lopes. Já o diretor de inovação, Elias de Souza, destacou a importância de dinamizar empresas de base tecnologia. “Das pesquisas selecionadas, 14 são de empresas que estão incubadas em universidades e instituições científicas”. Além dos pesquisadores, participaram do evento o chefe de gabinete da Secti, Mário Augusto Cunha, e os representantes Luís Campos (Universidade Federal da Bahia) e Armando Neto (Federação das Indústrias do Estado da Bahia).  

 

“Estamos prospectando profissionais locais, em universidades principalmente. Nossa intenção é capacitar mão-de-obra e contribuir para a consolidação de um núcleo de tecnologia no estado”, disse Augusto Ferrarini. Sua empresa captou R$ 430 mil para desenvolver softwares de acesso remoto que fazem armazenamento e troca de dados com segurança, mediante criptografia. Hoje, além da Android da Google, este mercado é disputado pelos sistemas Microsoft Mobile, Blackberry, Apple IFone e Nokia Symbian. “Mais de 100 mil aplicativos já foram criados somente para a Android, em apenas dois anos de existência desta plataforma. O desafio no mundo é conciliar velocidade de processamento e economia de energia”, informa Ferrarini.

 

“A Fapesb é um ponto de apoio fundamental para as empresas de base tecnológica que emergiram no mercado, as chamadas start-ups. Quanto menor for o tempo entre a apresentação do projeto e o desembolso do recurso, melhor será a condição de as empresas locais competirem”, observou Rafael Araújo, da Implementar Engenharia, que captou R$ 410 mil para desenvolver tecnologia “streaming”, de transmissão de vídeo via celular. A microempresa obteve complemento de R$ 120 mil com o Ministério de Ciência e Tecnologia e busca engenheiros e profissionais de TIC para suas pesquisas que prevêem resultados daqui a seis meses. “O mercado mundial de TI deverá movimentar 150 bilhões de dólares até 2015”, informa.

 

Outros projetos – Reduzir o custo da purificação da glicerina, derivada do biodiesel, para a fabricação do biopolímero ou plástico biodegradável, que se decompõe em menos de dois anos na natureza. Esta é a inovação que está sendo pesquisada pela Glykem Plástico Ambiental. “O bioplástico precisa aumentar sua participação no mercado, hoje de apenas 0,5%. Ele é melhor para o meio ambiente e seu valor agregado é quatro vezes maior. O método tradicional de destilação a elevadas temperaturas é muito custoso. Estamos estudando um método mais barato para colocar copos descartáveis e sacos de supermercado mais ecológicos”, diz o pesquisador Raigenis Fiúza, sem revelar detalhes da inovação. Com base no biodiesel extraído da soja e de OGR (óleos e gorduras animais e vegetais residuais), a glicerina pode ser negociada com as indústrias de plástico de primeira geração, enquanto que o bioplástico com as de segunda e terceira gerações.

 

Já os jovens engenheiros da NN Solutions, Gabriel Fernandes e Acbal Achy, conseguiram R$ 483 mil para desenvolver um invento que pode facilitar a vida dos deficientes visuais. Trata-se de um software adaptado para celular que funciona como um scanner leitor de textos. “O aparelho fará leitura de documentos, cédulas de dinheiro, livros, e a tradução para voz. Isso tornará o deficiente mais autônomo, sem que ele precise pagar uma pessoa para ler ou pesquisar livros”, explica Gabriel. A empresa já fechou parceria com o Instituto de Cegos da Bahia para fazer os testes durante a pesquisa.    

 

Fonte: Assessorias de Comunicação SECTI e Fapesb

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