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Assim será a América Latina até 2025, graças à transformação digital

O PIB da região crescerá 7,3 trilhões de dólares, com o Brasil e o México representando 45% do total. O Panamá, a Bolívia e a Costa Rica irão liderar o crescimento em uma América Latina que terá 2,5 bilhões de dispositivos conectados à Internet.

Salvador, 30/08/2017 - Nos próximos anos, a transformação digital continuará se aprofundando no mundo e a América Latina não será a exceção. Este processo manterá correlação com diversos aspectos e tendências econômicas, sociais e culturais, segundo dados da consultoria Frost & Sullivan apresentados recentemente em seminário web oferecido pela 5G Americas.

Entre as principais tendências de conectividade, espera-se que na América Latina exista até 2025 cerca de 2,5 bilhões de dispositivos conectados, equivalentes a 3,5 dispositivos por pessoa. A penetração de Internet na região alcançará 85% da população, e terá 459 milhões de usuários de internet móvel.

O ecossistema móvel também terá um considerável impacto na economia, com uma contribuição ao produto interno bruto (PIB) estimada em 360,3 bilhões de dólares até 2025.

Entre as tendências econômicas, projeta-se que o PIB total da região alcance os 7,3 trilhões de dólares, com o Brasil e o México representando 45% desta cifra. O setor de serviços responderá por 68% do PIB e empregará mais de 60% da população. Espera-se também que as economias latino-americanas pequenas mostrem um melhor desempenho. Por acaso, estima-se que o Panamá, a Bolívia e a Costa Rica irão liderar o crescimento econômico nos próximos 10 anos.

A Frost & Sullivan considera também que o Acordo Transpacífico de Cooperação Econômica (TPP, Trans-Pacific Partnership) trará mais comércio e oportunidades com a Ásia e o Pacífico. Ao mesmo tempo, terá uma influência crescente da China, que investirá 250 bilhões de dólares na região até 2025.

Entre as principais tendências sociais, a consultoria prevê uma população com mais longevidade, com 15% da população com mais de 60 anos de idade, e uma classe média crescente, chegando a mais de 70% do total da população. Além disso, a participação das mulheres na força de trabalho chegará a 50%. Em termos de emprego, espera-se que aqueles trabalhos que requerem recursos humanos únicos (como a educação e o cuidado de pessoas, entre outros) serão os menos ameaçados pela automatização.

Entre as principais forças da transformação digital encontram-se a conectividade móvel, o Big Data e a Internet das Coisas (IoT). A Frost & Sullivan acredita que estas forças irão redefinir os modelos de negócios e irão gerar rupturas, incluindo os setores tradicionais.

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