Segurança

Funcionários são responsáveis por nove em cada dez violações de dados na nuvem

Salvador, 28/05/2019 - É mais provável que um incidente na infraestrutura de nuvens públicas ocorra por causa de um funcionário do que por uma falha do provedor do serviço. Esta é uma das conclusões do relatório da Kaspersky Lab ‘Entendendo a segurança da nuvem: dos benefícios da adoção às ameaças e preocupações’. As empresas esperam que os provedores de nuvem se responsabilizem pela segurança dos dados armazenados nas plataformas, porém, cerca de 90% das violações de dados corporativos na nuvem (88% em PMEs e 91% grandes corporações) acontecem devido a técnicas de engenharia social contra funcionários da empresa-cliente e não por problemas causados pelo provedor.

Aadoção da nuvem oferece processos de negócios mais ágeis às organizações, redução do investimento em bens de capital (CAPEX) e um provisionamento de TI mais rápido. Porém, há também a preocupação com a continuidade da infraestrutura de nuvem e a segurança de seus dados. Metade das empresas brasileiras estão preocupada com incidentes que afetam a infraestrutura de TI hospedadas de terceiros. As consequências de um incidente podem tornar os benefícios da nuvem redundantes e, ao contrário, despertar riscos de negócios e de reputação complicados.

Embora as organizações se preocupem principalmente com a integridade das plataformas de nuvem externas, elas estão mais propensas a ser afetadas por falhas muito mais próximas. Um quarto dos incidentes (24%) na nuvem no Brasil é causado por técnicas de engenharia social contra o comportamento dos funcionários, enquanto as ações dos provedores de nuvem são responsáveis por apenas 15% deles.

A pesquisa mostra ainda que é possível melhorar e garantir uma cibersegurança adequada ao trabalhar com terceiros. Somente 46% das empresas brasileiras já implementaram uma proteção específica para a nuvem. Talvez isso ocorra porque as empresas confiam muito na cibersegurança do provedor de nuvem. Ou elas podem ter uma falsa segurança de que a proteção padrão do dispositivo funciona naturalmente em ambientes de nuvem sem restringir seus benefícios.

“O primeiro passo para qualquer empresa que está migrando para a nuvem pública é entender quem é responsável pelos dados e operações (workloads) nela. Normalmente, os provedores de nuvem têm medidas de cibersegurança exclusivas para proteger sua infraestrutura e seus clientes. Porém, quando uma ameaça está do lado do cliente, a responsabilidade não é mais do provedor. Nossa pesquisa mostra que as empresas devem prestar mais atenção à higiene digital de seus funcionários e adotar medidas que protejam seu ambiente de nuvem no lado de dentro”, afirma Maxim Frolov, vice-presidente global de vendas da Kaspersky Lab.

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