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Blue Coat estima que espectadores de vídeos olímpicos "roubem" até 60% da largura de banda de redes corporativas

Salvador, 30 de julho de 2012 - De acordo com os especialistas da Blue Coat, com mais conteúdo olímpico disponível agora do que em qualquer edição anterior das Olimpíadas, as redes corporativas poderão ser severamente afetadas. Nestas Olimpíadas, um único usuário, ao assistir um vídeo, pode consumir até 30% de uma conexão T1 (1.5 Mbps) ou 25% de uma conexão E1 (2.048 Mbps) – as conexões tipicamente usadas nas redes empresariais. Dessa forma, se a rede não estiver preparada, é possível saturá-la com apenas três funcionários assistindo vídeos via Internet.

Os custos associados ao impacto das Olimpíadas nos vídeos das redes corporativas incluem:

·        Prejuízo relacionado aos custos da utilização de banda para assistir aos vídeos, que podem consumir de 30 a 60% da banda disponível

·        Perda de receita por conta de transações não realizadas e pedidos de clientes não atendidos em função da dificuldade de executar sistemas de missão crítica

·        Mais tempo dos profissionais de TI dedicado a atender possíveis problemas

·        Queda na produtividade, já que os funcionários levarão mais tempo para finalizar as tarefas que dependem das aplicações de rede, que ficarão mais lentas.

As Olimpíadas de Londres

Atletas de mais de 200 países irão competir por mais de 300 medalhas de ouro, prata e bronze em 36 modalidades. Serão cinco mil horas de competições, transmitidas em vídeo ao vivo e on-demand pela Internet. 

Como as semifinais e finais das competições ocorrerão durante 11 dias úteis, o impacto nas redes corporativas será enorme. Nesse período, as empresas da América do Norte e do Sul e Ásia-Pacífico sentirão em suas redes o impacto dos funcionários assistindo aos vídeos de competições olímpicas, já que a maior parte das soluções de rede ainda não está preparada para identificar picos de tráfego e “entender” a causa. O tráfego é agrupado em categorias únicas – web ou HTTP – o que torna difícil separar o tráfego de aplicações e conteúdos críticos para o funcionamento da empresa do tráfego dos conteúdos de lazer.

Em Pequim, nas Olimpíadas de 2008, o tamanho padrão de um vídeo era de 200 Kbps - que agora aumentou para 500 Kbps. Supondo que a audiência dos vídeos on-line permaneça a mesma (uma hipótese pouco provável, já que hoje muito mais gente tem o hábito de assistir vídeos na Internet, e por mais tempo, do que há quatro anos), o impacto nas redes é mais que 2,5 vezes superior ao de 2008.

Durante os jogos de Pequim o YouTube registrou 21 milhões de acessos, provenientes de todo o mundo. Agora, tendo em conta o aumento de uso dos vídeos, as visualizações devem chegar a 740 milhões, mundialmente. No Brasil, esse crescimento também deve ser exponencial, com acessos provenientes de diversos dispositivos móveis.

Em 2008, durante as Olimpíadas de Pequim, somente nos Estados Unidos torcedores assistiram 75,5 milhões de vídeos, o equivalente a 844 Terabytes. Isso representa duas vezes o volume de uma biblioteca digital reunindo todos os livros já escritos em todas as línguas. Durante as Olimpíadas de 2012, as visualizações de vídeos on-line devem aumentar para 287,8 milhões, representando 7.9 Petabytes, o equivalente a quase dois milhões de DVDs (1.975M).

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