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Fundação everis anuncia vencedor do Prêmio Empreenda Saúde 2018

Com base em nanotecnologia, o tratamento não invasivo – com colírio – pode ajudar milhões de pessoas com diabetes, que correm riscos de perder a visão

Salvador, 08/11/2018 - A fundação everis, que tem por objetivo apoiar e promover o empreendedorismo por meio de atividades em diferentes esferas da sociedade, acaba de anunciar o vencedor da 4ª edição do Prêmio Empreenda Saúde, iniciativa que, em parceria com o Hospital Sírio-Libanês, visa a estimular profissionais e estudantes de diferentes áreas a criarem soluções que contribuam para a melhoria das práticas, processos, tecnologias e métodos de gestão no setor de saúde.

O vencedor foi o tratamento farmacológico não invasivo para retinopatia diabética, projeto que desenvolveu uma nova formulação de base nanotecnológica para o tratamento não invasivo (colírio) da retinopatia diabética. Esta formulação carrega o princípio ativo para a parte interna do olho, liberando-o gradativamente. Atualmente, as modalidades terapêuticas para o tratamento dessa complicação ocular são fotocoagulação a laser da retina, injeção intraocular de medicações ou mesmo cirurgias intraoculares, todas invasivas, caras, arriscadas e com reservado prognóstico visual.

É importante ressaltar que a retinopatia diabética é a maior causa de cegueira irreversível em pessoas diabéticas em idade produtiva. Dados da Federação Internacional do Diabetes mostram que existem hoje cerca de 380 milhões de pessoas com diabetes no mundo e aproximadamente outras 46 milhões que convivem com o diabetes, sem saber do diagnóstico. Estima-se, ainda, que um a cada dois ou três pacientes diabéticos apresentará alguma forma de retinopatia diabética, com risco de perder a visão.

“A retinopatia diabética (RD) é a principal causa de cegueira em pessoas com idade produtiva em diversos países, contribuindo com 12% – cerca de 5 mil – de todos os novos casos de cegueira por ano no mundo. E me incomoda muito continuar vendo pessoas com perda de visão causada por essa doença no meu dia a dia. Esta foi a principal motivação para desenvolver esse trabalho”,  afirma a líder do projeto Jacqueline Mendonça Lopes de Faria, médica pós-doutorada pela Universidade de Harvard, pesquisadora e professora da pós-graduação da Faculdade de Ciências Médicas/UNICAMP. “Foi o começo de uma história que, tenho certeza, irá evoluir para outra fase e causar grande impacto positivo para muita gente no mundo, graças a essa inesperada premiação da fundação everis. Estou muito satisfeita, feliz e orgulhosa de estar nesse meio, conhecendo pessoas importantes que farão parte dessa história”, finaliza.

Mais de 200 projetos inscritos

A 4ª edição do Prêmio Empreenda Saúde recebeu mais de 200 projetos com foco na melhoria do setor. Todos os trabalhos foram submetidos a uma comissão de avaliação e um corpo de jurados com representantes das áreas de ensino, pesquisa, inovação e empresários dos mais diversos âmbitos da saúde no Brasil. A análise dos projetos levou em conta os critérios de aplicabilidade (relevância do problema), inovação, e nível de contribuição para melhoria do sistema de saúde (tamanho da população beneficiada). Além do prêmio equivalente a R$ 50 mil reais, o vencedor receberá orientação profissional especializada da everis para colocar sua ideia em prática no mercado brasileiro.

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