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Reprograma e Prefeitura de São Paulo realizam hackathon exclusivo para mulheres

O 'hackatona' será realizado no mês em que se celebra o dia internacional da mulher, na sede do Nubank

Salvador, 07/03/2019 - O setor de tecnologia possui um gap significativo de mulheres desenvolvedoras. Dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) mostram que somente 20% dos alunos de cursos relacionados à área de análise e desenvolvimento de sistemas são mulheres. Pensando nisso, a {reprograma}, iniciativa de impacto social voltada ao ensino de programação para mulheres cis e trans, está promovendo em parceria com a Prefeitura de São Paulo o "Hackatona" – uma maratona de programação (hackathon) – que visa incentivar mulheres a debater e trazer soluções tecnológicas para diminuir essa lacuna, promover a diversidade e valorizar o potencial feminino nesta área. O Hackatona é um evento conjunto com a Ade Sampa, agência vinculada à Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Trabalho e conta com apoio da Amazo n Web Services (AWS), IFC, FIAP e Nubank. A organização será da Shawee e a maratona será realizada na sede do Nubank, em São Paulo, entre os dias 16 e 17 de março. As inscrições vão até o dia 11 de março.

A {reprograma} é uma iniciativa de impacto social, criada em 2016, que oferece formação em programação a mulheres que não têm a oportunidade nem os recursos para aprender e que querem usar a tecnologia para mudar a vida delas, criando um impacto positivo no mundo. "A tecnologia precisa ser de todos e para todos. O futuro está sendo desenvolvido em linhas de código e é fundamental que mulheres façam parte dessa construção, colaborando para o desenvolvimento de soluções com impacto global. Para empresas isso também significa uma oportunidade econômica, já que diversidade implica em um pensar diferente que se traduz em soluções inovadoras para o negócio. Por isso trabalhamos junto com nossos parceiros referências do setor e com apoio da comunidade para, por meio de nossos cursos e eventos – como o Hackatona –, contribuir para a redução do gap de o ferta/demanda no setor tecnológico brasileiro", conclui Mariel Reyes Milk, CEO da Reprograma.

Para o Nubank, principal fintech da América Latina na atualidade, receber o evento é mais uma oportunidade de contribuir ativamente no desenvolvimento de um ecossistema mais plural e diverso na tecnologia. Ao longo de todo o final de semana, profissionais de diferentes funções da empresa - como analistas de negócios, engenheiras de software e cientistas de dado - prestarão mentoria aos grupos da hackatona.

"O setor da tecnologia da informação e comunicação tem grande destaque na economia da cidade de São Paulo, mas ainda é um ambiente eminentemente masculino. O prefeito Bruno Covas quer incentivar essa ação para que cada vez mais mulheres participem desse setor, que é uma das profissões do futuro do trabalho. Por isso, estamos apoiando essa iniciativa que pretende resolver importantes desafios para empresas, governo e sociedade", destaca a secretária Municipal de Desenvolvimento Econômico e Trabalho, Aline Cardoso.

Serão vinte equipes multidisciplinares, cada uma formada por cinco mulheres, que possuam conhecimento em programação, design gráfico, gestão de negócios, marketing, ou muita curiosidade e vontade de aprender.

A Shawee – única plataforma capaz de automatizar todos os processos de um hackathon desde sua idealização, organização, realização e avaliação – foi convidada para ser a organizadora do evento, e Débora Garcia, desenvolvedora na Shawee, ficou muito feliz com a notícia. A desenvolvedora foi aluna da {reprograma} e contratada através de um evento promovido pela ONG, o Speed Hiring, que acontece a cada conclusão de turma para apresentar as alunas e o curriculum adquirido no curso às empresas de tecnologia. Débora ainda pontua a importância de todos os tipos de evento para a comunidade feminina crescer na área: "a lacuna que observo na tecnologia atinge a todo ecossistema. A gente vê poucas mulheres palestrando, escrevendo artigos técnicos ou participando de hackathons. Os motivos são inúmeros, e a Reprograma entrou nessa luta quebrando as primeiras bar reiras, ao criar um ambiente seguro para as mulheres aprenderem a programar e adquirirem confiança, à medida que crescem juntas", comenta.

A desenvolvedora dá uma dica para as garotas que pretendem participar do hackatona. "O hackatona vai ser INCRÍVEL. É sempre divertido aprender coisas novas com pessoas diferentes durante um projeto prático, e quem nunca participou de uma maratona dessas vai encontrar um ambiente repleto de sororidade e superação! Eu não consigo imaginar uma experiência melhor para as meninas e estou bem empolgada de ajudar na organização desse evento com a Shawee", pontua Débora.

O desafio

O desafio será composto por quatro subtemas propostos pelos parceiros do hackathon e que poderão ser escolhidos pelos grupos. Cada grupo deverá escolher um desafio. Confira abaixo:

• Desafio 1: Como unificar e disponibilizar em diversos níveis informações de um programa que envolve diferentes instituições, entre elas a Prefeitura de São Paulo, voltado a mulheres em situação de violência doméstica e familiar? O desafio, que será realizado na nuvem da AWS e mentorado por profissionais da empresa, prevê facilitar a administração do projeto e o mapeamento de informações que podem ser utilizadas para gerar políticas públicas que melhorem a vida das mulheres assistidas pelo programa.

• Desafio 2: Como podemos democratizar o empreendedorismo entre as mulheres? Hoje não é nada simples a busca pelo microcrédito. Como podemos unificar as principais ofertas das instituições de microcréditos de acordo com cada perfil de cliente e modelo do negócio?

• Desafio 3: Qual é o futuro da educação financeira? Neste desafio, queremos encontrar soluções que possam ajudar as pessoas a organizarem suas finanças de uma forma prática e eficaz.

• Desafio 4: O Brasil tem recebido nos últimos anos um grande número de solicitantes de refúgio, que enfrentam vários desafios para a integração na nova comunidade, inclusive a falta de acesso a serviços financeiros. Como podemos utilizar a tecnologia para que os refugiados possam movimentar, com agilidade e facilidade, os recursos financeiros recebidos (muitas vezes em cheque) de organizações que lhes dão assistência emergencial?

Para mais informações e inscrições: http://hackatonareprograma.com.br/

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