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Parceiros apostam na plataforma dojot

Salvador, 13/09/2017 - Primeira plataforma de código aberto com foco em Internet das Coisas desenvolvida no Brasil - e com suporte local -, a dojot já está disponível para uso e começa a ganhar suas primeiras adesões. Várias empresas estão adotando essa plataforma, que oferece recursos para o  desenvolvimento mais fácil e rápido de soluções customizadas para diversos ambientes.

É o caso da Taggen, empresa especializada em projetos e soluções de Internet das Coisas que, em parceria com o CPqD, desenvolveu o primeiro beacon Bluetooth Low Energy (BLE) com tecnologia 100% brasileira. “O principal benefício da plataforma dojot é a aceleração do processo de desenvolvimento de aplicações, que certamente ajudará na implantação do conceito de IoT no país”, afirma Werter Padilha, CEO da Taggen. “Ao mesmo tempo, por ser uma plataforma aberta, deverá se transformar na base para a criação de um ecossistema de desenvolvedores, empresas e instituições na área de Internet das Coisas.”

Outro parceiro interessado na nova plataforma é a Exati Tecnologia, de Curitiba, com a qual o CPqD (como Unidade EMBRAPII) desenvolveu um projeto para cidades inteligentes baseado em dispositivo de telegestão para sistemas de iluminação pública - que poderá ser usado também em outros serviços. “A integração da plataforma dojot à nossa solução deverá facilitar o desenvolvimento de novas aplicações IoT para cidades inteligentes, utilizando o mesmo hardware”, explica Dênis Weis Naressi, CEO da Exati.

Já a IMA - Informática de Municípios Associados, em parceria com a Associação Paulista de Municípios, firmou um convênio com o CPqD pelo qual deverá adotar a plataforma dojot como base para a implantação do conceito de cidade inteligente nos municípios do estado de São Paulo. “A Internet das Coisas deverá ajudar os municípios a atender ao aumento da demanda por serviços públicos, com qualidade e sem necessidade de investimentos financeiros”, diz Leandro Teles, diretor de Tecnologia da IMA. “Porém, a IoT traz vários desafios, principalmente em função do mercado bastante pulverizado e da complexidade tecnológica das soluções. A importância da plataforma dojot está na criação de uma camada de abstração, que faz com que diferentes dispositivos IoT se conectem e forneçam informações relevantes para os gestores, de forma bem mais simples e sem necessidade de conhecimento técnico”, completa.

No 2.º Hackathon Campinas, realizado em julho pela IMA em parceria com a prefeitura da cidade, duas das três equipes premiadas usaram a plataforma dojot como facilitadora no desenvolvimento de suas aplicações. Uma delas foi a equipe Conecta, que ficou em segundo lugar na competição, com a solução Zona Azul Eletrônica para Cidades Inteligentes. “Nossa solução utiliza diversos sensores, que fazem a leitura das etiquetas RFID nos carros e capturam sua posição”, explica Eduardo Cauli, um dos desenvolvedores da equipe Conecta. “Como, no atual sistema de Campinas, trabalhamos com pelo menos 1.900 sensores, havia necessidade de uma plataforma suficientemente robusta para permitir a integração de tudo isso de maneira simples e que, ao mesmo tempo, facilitasse o tratamento dos dados e o seu envio para o nosso servidor e para outros dispositivos integrados ao sistema. Foi aí que entrou a plataforma desenvolvida pelo CPqD, que atendeu rapidamente às nossas necessidades”, acrescenta.   

Para Maximiliano Martinhão, secretário de Política de Informática do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, o desenvolvimento dessa plataforma de código aberto - que contou com o apoio de recursos do FUNTTEL/Finep - terá um papel fundamental na implantação do Plano Nacional de IoT, a ser adotado no país. “Essa plataforma vai alavancar a criação de aplicações de Internet das Coisas com características adequadas ao Brasil, especialmente nas áreas priorizadas no Plano Nacional de IoT”, destaca Martinhão. “Com isso, estaremos estimulando a formação de um ecossistema para o desenvolvimento da IoT no país.”

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