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Grupo Tascom é o primeiro do Brasil a instalar um servidor-raiz

Ação tem impacto global, pois esse tipo de servidor é a base do funcionamento do sistema de nomes de domínio (DNS)

Foto: imagem ilustrativa

Salvador, 19/06/2018 - Os computadores não lêem os nomes de sites da forma como os procuramos na internet, pois sua linguagem é baseada em números. Quando digitamos “www.tascom.com.br”, por exemplo, ele faz uma consulta automática a uma série de servidores do DNS para saber qual é o IP correspondente a esse nome. A cópia de um dos 13 servidores-raiz que existem no mundo, responsáveis por comandar esse sistema de nomes de domínio, foi instalada em Salvador, na sede do grupo empresarial Tascom. A inauguração aconteceu nesta terça-feira (19).

A instalação desse “espelho” do servidor original diminui o tempo de consulta ao DNS. Para se ter uma ideia, antes da instalação da cópia do servidor, o tempo esperado pelos usuários da rede Tascom para carregar uma página era de cerca de 115 milissegundos. Com o novo equipamento, esse tempo caiu para 1 milissegundo. Ou seja, 99,2% a menos.

“A distância geográfica entre uma estação de trabalho e o servidor que fará essa consulta influencia na latência, que é o tempo que se leva para a consulta ser enviada e a resposta, com o IP correspondente ao nome procurado, obtida. Quando esses servidores estão em lugares distantes, o tempo para a informação trafegar na rede é maior”, explica Fábio Barbosa, diretor técnico da Tascom.

Mas os benefícios não são exclusivos dos clientes do grupo. Se houver tentativa de ataque ou qualquer outro problema em um outro servidor e ele precisar parar ou ser desligado, a cópia sediada em Salvador pode suprir suas demandas e garantir a estabilidade de conexão em todo o mundo.

Parceria com ICANN

Quando se fala em 13 servidores-raiz significa que há, na verdade, 13 endereços IP na Internet onde esses servidores podem ser encontrados em dezenas de localizações físicas diferentes. A Tascom fechou parceria com a Corporação de Internet para Designação de Nomes e Números (ICANN, sigla em inglês), uma das organizações responsáveis por gerir um desses 13 IPs. Cada organização é representada por uma letra de A a M. A letra da ICANN é L, por isso seu servidor chama-se “L-root”.

A cópia instalada em Salvador faz parte das 15, dentre as 31 brasileiras, que são operadas por essa organização. Para firmar a parceria, o gerente sênior de engajamento para ICANN no Brasil, Daniel Fink, ministrará um workshop na capital baiana no dia 19 de junho, terça-feira. Ele vai explicar como o DNS é coordenado globalmente e instruir os técnicos e executivos do grupo baiano. “Estamos muito agradecidos pelo apoio e dedicação da Tascom em dedicar recursos de sua rede para a hospedagem deste importante serviço”, afirma Fink.

Destaque aos provedores

Cada organização que gerencia um servidor-raiz tem sua própria política de distribuição de cópias. Alguns as hospedam em universidades, outros em pontos de troca de tráfego, por exemplo. A ICANN escolheu trabalhar com provedores de internet por acreditar que são peças fundamentais para manutenção e expansão da inclusão digital. “São eles que colocam dinheiro para expandir a rede, que investem em cabos [de fibra óptica] para levar internet pelo país. São pequenas ações que formam uma grande rede”, explica Fink.

O que um provedor precisa ter para instalar uma cópia é: “Boa vontade. O espírito de ajudar a internet como um todo. E um bom local para guardar, um Data Center. Não adianta instalar um servidor onde ele vai ficar metade do tempo parado porque não tem infraestrutura boa”, acrescenta o gerente sênior.

A ICANN não cobra taxas de instalação, mas é a empresa-hóspede quem arca com todos os custos da operação, como alargamento de banda da Internet, eletricidade, manutenção de hardware e/ou compra de equipamentos novos.

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