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Por que a tecnologia não vai substituir o RH

Salvador, 12/04/2019 - Ler uma montanha de currículos, ficar num vai-e-vem de e-mails para agendar uma série de entrevistas com cada candidato, aplicar testes e depois coletar e compilar resultados de todos eles - todas essas são tarefas altamente operacionais que tomam muito tempo de profissionais de recrutamento e recursos humanos.

Pergunte a qualquer pessoa do ramo - ninguém gosta dessas tarefas. Por mais que eu já tenha encontrado muitos profissionais de recrutamento e RH que são apaixonados pelo que fazem (a maioria, na verdade), essa paixão raramente inclui a parte operacional do trabalho. E olhando para outras áreas e indústrias, se existe uma utilidade da tecnologia é a de remover fricção de atividades e automatizar processos chatos e repetitivos.

Conheci empresas onde um desenvolvedor de software foi escalado para criar e customizar soluções para a área de recrutamento. Escreveu scripts com centenas de linhas de código e conseguiu conectar soluções de automação de mercado com necessidades específicas da área. Esse esforço é louvável, mas aponta dois problemas interessantes: em primeiro lugar, não é razoável esperar que as empresas tenham que escalar.

Como um mercado de trabalho cada vez mais competitivo, torna-se essencial que estes profissionais responsáveis por encontrar os melhores talentos para seus times otimizem o tempo gasto nos processos seletivos e se concentrem em duas tarefas que apenas humanos podem desempenhar: 1- identificar quais destes talentos têm um fit cultural com a empresa e 2- a ajudar a preservar sua cultura organizacional.

Ao invés de ser substituído pela tecnologia, o profissional de RH deve se empoderar dela e se concentrar em aspectos mais estratégicos. A Revelo, por exemplo, retira a carga operacional da parte mais trabalhosa do processo de recrutamento: encontrar os candidatos. Não é a gestão do processo, não é a aplicação de testes, mas sim a "mágica" de encontrar a pessoa certa.

Na Revelo, uma empresa abre um processo seletivo e rapidamente consegue criar uma lista com cerca de 5 a 10 profissionais ativamente abertos a novas oportunidades e altamente compatíveis para a vaga. Isso encurta o tempo do processo, que cai de 68 para 14 dias, e os recursos financeiros, que são aplicados de forma mais assertiva e custam em média 70% menos do que é cobrado por consultorias offline. As contratações são fechadas, em média, em 14 dias após acesso aos candidatos.

Com indicações certeiras de profissionais que se encaixam no perfil requerido para uma vaga, o gestor de RH consegue ter mais sucesso no funil de contratação, além de oferecer uma experiência mais qualificada a cada candidato ao longo do processo de recrutamento.

Por isso mesmo, a tecnologia não deve ser vista como uma ameaça ao emprego de gestores de RH, mas um instrumento fundamental para otimização de seu tempo e garantia de melhores resultados.

Em meio a tantas habilidades que são necessárias, a humanidade é o diferencial que máquina nenhuma pode substituir. Esta é uma oportunidade de criarmos mais conexões longevas com nossos pares e desenvolver aspectos como criatividade, empatia e pensamento crítico - valores que pertencem a nós, humanos, e a mais ninguém.

Lucas Mendes é cofundador da Revelo, plataforma digital de recrutamento que une talentos únicos a empresas com propósito. Engenheiro, formado pela Poli-USP e com mestrado da Ecole Polytechnique (Paris), morou por dois anos no Vale do Silício, onde obteve seu MBA na Stanford University (EUA). Com passagem pelo banco de investimento Goldman Sachs e pela consultoria estratégica Bain & Company, a Revelo não é sua primeira startup de tecnologia. Anteriormente, foi um dos sócios da Beleza Na Web. Lucas também trabalha com outras startups de tecnologia como conselheiro (advisor) para o fundo monashees Capital.

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