

A célere dinâmica da área de TI exige de nós, profissionais, uma constante necessidade de atualização e uma busca incansável por melhores soluções.
A administração pública, onde atuo, vem a cada dia investindo em novas alternativas tecnológicas de suporte ao cidadão e às demandas públicas.
O PortalTI Bahia é a minha fonte diária de informação, um espaço valioso aos profissionais de TI, com ênfase no mercado baiano. Definitivamente, encontrei um excelente apoio às minhas atividades. Sem dúvidas, leitura obrigatória!
Murilo Mendonça de Aguiar Coordenador Geral da CTG Coordenação de Tecnologias Aplicadas à Gestão Pública
Secretaria da Administração do Estado da Bahia - SAEB
Salvador I 18 de maio de 2010 - A IFC (Corporação Financeira Internacional, na sigla inglesa), o braço do Banco Mundial (Bird) que financia a iniciativa privada, decidiu investir nove milhões de dólares na empresa de tecnologia Softwell Solutions (www.softwell.com.br), provedora baiana de soluções de TI para o mercado corporativo e governamental.
A empresa, que tem capital 100% nacional, é proprietária da única ferramenta nacional de desenvolvimento de softwares, a plataforma Maker, que tem como principal diferencial inovador e competitivo, em relação aos concorrentes, o fato de o desenvolvimento dos sistemas informáticos ser realizado de forma visual, sem o uso das antigas e complexas linguagens de programação.
O investimento do Banco Mundial será para garantir o desenvolvimento de produtos (rodmap da companhia) e também para expandir as operações da Softwell no mercado nacional e internacional. O custo total do projeto é estimado em U$ 11,1 milhão, dos quais a IFC aportará US$ 4,8 milhões e outro co-investidor indicado por ela o restante para completar nove milhões de dólares por subscrição em ações preferenciais da companhia, suprindo capital de risco que não está disponível para a fase inicial das empresas de TI no Brasil. A IFC vai mobilizar fundos adicionais e investidores privados para co-investir na Softwell.
A IFC, por meio de seu site, justificou a decisão tomada nos Estados Unidos, depois da visita de uma missão à sede da Softwell, em Salvador, no mês de fevereiro. "Do ponto de vista do desenvolvimento, esse investimento é importante para suportar o crescimento de empresas de software, tais como a Softwell. Além disso, as empresas de softwares permitem que o Brasil suba na cadeia de valor no cenário global de TI, proporcionando oportunidades de emprego de qualidade no desenvolvimento de tecnologia de ponta, e demonstrando a capacidade de produzir software de classe mundial em mercados emergentes".
Software verde
Outro fator que pesou na decisão da IFC para investir na Softwell foi o fato de a empresa brasileira ser classificada pelo Banco Mundial na categoria C em relação às questões ambientais e sociais. Pelos “Princípios do Equador”, que avalia e gerencia riscos ambientais e sociais em financiamento de projetos para instituições internacionais, um projeto é classificado como sendo da categoria C quando tem impactos negativos mínimos ou mesmo nenhum impacto.
A IFC diz que ao eliminar a codificação e a documentação no processo de desenvolvimento de softwares com as suas ferramentas, a Softwell oferece aos clientes redução no consumo de energia (medida em KWh) para o desenvolvimento de aplicações, economia em materiais de consumo, e emissões de carbono. “O nível de riscos ambientais e sociais deste projeto é mínima, por isso é classificado na categoria C”, justifica.
Na vitrine
Os planos de crescimento e de expansão da Softwell foram sustentados pela participação no Fórum de Venture Capital da IBM de quem a empresa é parceira, realizado em 2009, menos de dois anos depois que a empresa se lançou no mercado. O objetivo do FVC – IBM foi de ligar empresas interessadas em obter investimentos com fundo atentos a oportunidades. A IFC foi um dos fundos aproximados pela IBM e a Softwell uma das cinco startups selecionadas em um universo de 700 empresas parceiras da IBM.
Este ano também a Softwell começou a receber recursos da ordem de R$ 3 milhões, oriundos de investimentos da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e da Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb), para financiamento de duas novas plataformas, o Maker Runner e o Maker Mobile, consideradas pelas instituições de incentivo à pesquisa, projetos inovadores.
Sobre a IFC
A IFC é o ramo do setor privado do Grupo Banco Mundial. A IFC promove o investimentos do setor privado e a prestação de assistência técnica e de assessoramento aos governos e empresas. Em parceria com investidores privados, a IFC proporciona tanto empréstimos quanto capital e participação acionária em negócios nos países em desenvolvimento.
A IFC tem 182 países membros, que determinam coletivamente suas políticas e aprovam investimentos.
Fonte: Redação do TIBahia.com com parte do conteúdo retirado do site da IFC
